Territorialidade da Doença. Territórios Devastados e Corpos Adoecidos pela Geografia Tóxica do Capital na Era Neoliberal
Palavras-chave:
condições de vida; desigualdade social; impacto ambiental; política ambiental; saúde ambiental.Sinopse
Em uma época marcada pela devastação ambiental e pela mercantilização da vida, este livro revela, a partir da crítica da economia política, que a doença não é um fato isolado ou meramente biológico, mas o correlato epidemiológico de territórios devastados e populações descartáveis sob a lógica da acumulação capitalista em sua fase especificamente neoliberal. Nesse quadro, cidades hiperurbanizadas, campos agroindustriais contaminados e zonas de emergência ambiental configuram um metabolismo tecno-científico destrutivo de corte capitalista que articula corpos e territórios doentes; e diante dos discursos hegemônicos da sustentabilidade e da ciência mercenária, esta obra interpela criticamente a maneira como o capital organiza a vida e a morte no século XXI, mostrando que a crise socioambiental e sanitária atual não é acidental, mas a expressão histórica necessária da lógica da acumulação capitalista em sua fase especificamente neoliberal, um padrão epocal que organiza territórios devastados e corpos adoecidos como condição de sua própria reprodução e desenvolvimento.
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